terça-feira, fevereiro 28, 2006

Num dia de sono e de debilidade do ar lento e pesado, trago-vos uma mera lufada. Não queremos ar que seja fresco à força, mas sim como uma extensão da naturalidade do respirar. Assim, bafejo-vos dois novos blogs de hálito a passado, pertinente por factual e impertinente por desactual, vaporizando assim as narinas da memória, bem como as da curiosidade, mais vaga ou menos. Mais perfumado ou menos (frequentemente odores algo preemptórios de ingredientes sem receita, dada a lassidão pontual de um por vezes carácter desprendido e iniciático), tal serve por um lado para desmembrar a hostilidade de um esquecimento colete de forças, por outro, para a curta figuração no teatro quotidiano, em máscara de Carnaval a tapar o impreciso da plateia.

Ultrapassando porém, sacudindo-os, os enleios intercalados de si, estradas-excursões expressivas, resumo num ponto partido em dois (por divinização da separação das águas, para além do sentido que efectivamente se flutua geral, seja ele o senso comum) o hoje ponto, recta de antes, e são-no, aos retalhos, a prosaicidade descritiva em lógicas com tendencial explicitude (esta) e o embebimento experimental da lógica supra-algébrica e humana, em tendencialmente poética aquisição de tradições expressivas, decadentistas em frequência (est'outra).

Exposta então a matéria-prima, as suas raízes temporalmente materiais, e as suas raízes orgânicamente razões. Deposta?

A vossa vez.